No teu regaço encontro um conforto que me é estranho. Revestes-te de um corpo que não conheço, mas sinto que a tua alma foi-me companheira de vida. Todos esses traços que conheço, os comportamentos compulsivos, a paixão do outrora e do agora, amor, fazem de mim o que vejo.
Tu és o destinatário destes breves beijos que te mando por caminhos afortunosos. Toda a dúvida é um incompleto totalmente completo… São sinónimos de sonhos estes meus sentires. são sinónimos de ti, estes meus medos.
Chorar com todas as lágrimas estas tenebrosas sensações, o proteccionismo incumbido algures nesse olhar que me fere a cada tocar. A minha pele que se retrai ao teu toque, corpo que arde à sensibilidade da tua língua.
Sexo, desejo, paixão, consciente irresponsabilidade que me domina, prazeres carnais ocultos no nosso beijo. Salivas que se misturam num emaranhado de línguas que se procuram algures entre os nossos lábios…
Não me peças nunca, amor, o diário de mim, por resumo não me posso confessar. Sou bem mais que letras e palavras, sou bem maior que altas vozes, que breves leituras.
Não me peças nunca, amor, estas páginas brancas. Nem estas tintas que desenham a voz.
Não me peças, nunca, os meus segredos…
Rúben Jesus
publicado por jamrj às 23:05